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Off-site que vira comportamento: como a @teracapital trabalhou performance, accountability e senso de dono com Learning by Doing (em Itu) Publicado por Claudio Santiago em 27 de Janeiro de 2026

Off-site que vira comportamento: como a @teracapital trabalhou performance, accountability e senso de dono com Learning by Doing (em Itu)

Na última semana, conduzimos o primeiro off-site do ano da @teracapital, na região de Itu, com um objetivo claro: criar uma experiência prática que gerasse alinhamento e fortalecesse o time em torno de performance, accountability, senso de dono e comunicação.

A seguir, compartilho como desenhamos a experiência, por que funcionou e quais aprendizados ficam para qualquer liderança que queira transformar discurso em comportamento.

1) O desafio: sair do “todo mundo concorda” e chegar no “todo mundo faz”

Quase toda organização concorda com frases como:

- “Precisamos ser mais ágeis.”

- “Temos que melhorar a comunicação.”

- “Falta senso de dono.”

- “Precisamos elevar a barra de performance.”

O problema é que concordância não muda rotina.

Rotina muda quando:

- o time vivencia as consequências (boas e ruins) das escolhas;

- os padrões de comunicação ficam visíveis;

- a responsabilidade deixa de ser abstrata e vira decisão prática;

- a equipe percebe, juntos, o que acelera ou trava a entrega.

Foi exatamente essa a premissa do nosso desenho: criar um ambiente seguro, intenso e colaborativo em que os comportamentos necessários para alta performance aparecessem de forma natural.

2) A abordagem: Learning by Doing (aprender fazendo)

Optamos pela metodologia Learning by Doing porque ela cria um tipo de aprendizagem que dificilmente acontece só com conteúdo expositivo.

Em vez de “falar sobre” accountability, a equipe precisa praticar accountability.

Em vez de “discutir” comunicação, a equipe precisa se comunicar para avançar.

Em vez de “definir” senso de dono, cada pessoa precisa assumir o que está sob sua alçada para o coletivo ganhar.

É uma abordagem especialmente poderosa para times que já são fortes tecnicamente, mas querem melhorar coordenação, ritmo, alinhamento e tomada de decisão conjunta.

3) A dinâmica: estilo “escape time”, com uma entrega final coletiva

O centro da experiência foi uma dinâmica no estilo escape time: uma jornada de desafios em que a entrega final só acontece quando o grupo realmente opera como time.

Na prática, isso cria um laboratório de comportamento:

- quem lidera o quê (e como)?

- o time distribui papéis com clareza ou todo mundo faz tudo?

- as decisões ficam concentradas ou a equipe cria autonomia responsável?

- o time compartilha contexto ou guarda informação?

- quando algo dá errado, a reação é buscar culpado ou buscar solução?

O ponto mais importante: o design força colaboração real. Não existe “vencedor individual”. Ou o time evolui junto, ou a entrega não acontece.

4) O que a gente observa (e por que isso é tão valioso)

Dinâmicas bem desenhadas funcionam como um “raio-X” do funcionamento do time, sem precisar expor ninguém.

Alguns padrões que normalmente aparecem (e que ajudam muito no diagnóstico e evolução):

- Clareza vs. ruído: a equipe combina plano e critérios ou começa executando sem alinhamento?

- Priorização: o time diferencia urgência de importância ou reage ao estímulo mais barulhento?

- Dono do problema: quando surge um obstáculo, alguém assume a responsabilidade de endereçar ou “fica no ar”?

- Comunicação: as mensagens são curtas, claras e confirmadas, ou longas, indiretas e com suposições?

- Coordenação: o grupo opera em sequência (dependente) ou em paralelo (inteligente), ganhando velocidade?

Esse tipo de observação é ouro para líderes e RH/People, porque traz exemplos concretos do que precisa ser ajustado no dia a dia.

5) O debriefing: a ponte entre a experiência e a rotina

A dinâmica por si só engaja. Mas o que transforma isso em resultado é o debriefing estruturado.

Depois da entrega final, conduzimos um momento para conectar a vivência com o cotidiano do time:

- O que funcionou e por quê?

- O que travou e por quê?

- Que decisões geraram desperdício (tempo, energia, retrabalho)?

- Que comportamentos aceleraram a performance?

- O que precisamos começar a fazer, parar de fazer e continuar fazendo?

Esse é o momento em que a experiência vira linguagem comum, acordos e próximos passos.

Sem debriefing, fica “foi legal”.

Com debriefing, vira “a partir de amanhã, vamos operar diferente”.

6) Principais aprendizados do case (que servem para qualquer empresa)

Aqui estão aprendizados que aparecem com frequência em off-sites de alta efetividade e que também se conectaram fortemente com o que vimos nesse encontro:

1. Performance é um sistema, não um esforço individual

Quando o time melhora alinhamento, papéis, decisões e comunicação, a performance sobe sem depender de “heróis”.

2. Accountability é clareza + compromisso + acompanhamento

Não é cobrança. É definir responsáveis, acordar critérios e acompanhar de forma madura.

3. Senso de dono aparece quando existe autonomia com contorno

Autonomia sem combinados vira caos. Combinados sem autonomia vira lentidão. O equilíbrio cria times fortes.

4. Comunicação melhora quando vira ferramenta de execução

A equipe não “fala mais”. Ela fala melhor: com objetivo, concisão, validação e timing.

5. O melhor off-site termina com um plano simples

Poucas decisões, bem escolhidas, que cabem na agenda real e mudam a segunda-feira.

7) Para quem esse tipo de off-site é ideal?

Esse formato costuma ser especialmente eficaz para:

- times em crescimento (contratações recentes, expansão de área, novas lideranças);

- empresas que querem elevar a barra de performance sem perder cultura;

- lideranças que buscam mais autonomia e menos dependência do topo;

- organizações que querem fortalecer alinhamento e rituais de execução.

8) Quer levar essa experiência para sua empresa?

Se você está planejando um off-site, um encontro de liderança, uma integração de time ou um momento de alinhamento estratégico, podemos desenhar uma experiência sob medida com:

- objetivo claro (o que precisa mudar no comportamento do time)

- dinâmica prática (Learning by Doing)

- debriefing estruturado

- plano de aplicação (rituais, combinados, próximos passos)

Chame a gente para conversar e montar uma proposta:

- Envie uma mensagem com “OFFSITE” e conte: tamanho do time, desafio principal e quando você quer realizar.

Ou, se preferir, peça “AGENDA” que compartilhamos um modelo de roteiro para você avaliar.

https://events.sendpulse.com/events/id/d040ff99ff504945c0e2dafd32273396/8408588